Henry Gustav Molaison (82 anos), conhecido mundialmente como "paciente HM", morreu no dia 2 de Dezembro de insuficiência respiratória. Molaison foi o paciente que mais contribuiu para o estudo da memória.
Aos nove anos, Molaison sofreu um acidente de bicicleta que lhe provocou uma epilepsia grave e, para a tratar, aos 17 anos foi submetido a uma neurocirurgia, que consistia na remoção de uma parte da sua massa encefálica. Quanto à epilepsia a cirurgia foi um sucesso, no entanto, após ter sido operado o paciente HM apresentou um quadro de amnésia: tornou-se incapaz de formar novas memórias e não se lembrava do que ocorrera imediatamente antes da cirurgia. HM conseguia também memorizar informação durante curtos intervalos de tempo.
Após a cirugia, os neurocirugiões começaram a estudar o caso do paciente HM e assim fizeram importantes descobertas. Segundo Eric Kandel, prémio Nobel da Medicina em 2000, "o estudo de H. M é um dos grandes marcos da história das neurociências", pois foi devido ao seu caso que se descobriu que o hipocampo, a parte que foi retirada dos dois hemisférios de Molaison, é responsável pela formação de novas memórias.
Brenda Milner, uma investigadora canadiana que acompanhou Molaison desde os anos 50, revelou que este sempre cooperou com as investigações, mesmo que para ele cada encontro com Milner fosse o primeiro.
O cérebro de Molaison será guardado para futuras investigações.

