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Ambiente e desporto

Incêndios na Madeira: Pinheiro centenário destruído

Nos últimos dias a Madeira tem sido fustigada pelos incêndios florestais que já consumiram mais de 3100 hectares de zona verde. Cerca de 10 desses hectares arderam nos Prazeres, Calheta, e destruíram o maior e mais antigo pinheiro dessa freguesia.

Este pinheiro centenário era um dos maiores da ilha e tinha à volta de um metro e meio de diâmetro. Devido ao incêndio a árvore ficou em risco de queda e por estar à beira da estrada, podendo provocar grandes estragos se caísse, por isso a Polícia Florestal ordenou que esta fosse cortada imediatamente.

O estado em que o pinheiro ficou é impressionante e o facto das árvores circundantes, muito mais jovens e finas, não terem ficado tão destruídas torna este incêndio ainda mais estranho. A Polícia Florestal já recolheu indícios que revelam que foi fogo posto e a Polícia Judiciária está a investigar o caso.

Mais fotos deste incêndio aqui.

O Serviço Regional de Protecção Civil pede que se notar a presença de pessoas com comportamentos de risco ou avistar o início de um incêndio florestal informe de imediato o 112, os bombeiros ou o Serviço Regional de Protecção Civil.

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Rali Vinho Madeira: Classificativa da Ponta do Pargo

Este ano decidi assitir a uma das classificativas do Rali Vinho Madeira e optei pela classificativa da Ponta do Pargo. Aqui podem ver as minhas fotografias da Prova Especial de Classificação 15 e 19.

Apesar de não ser um dos favoritos, Freddy Loix foi o vencedor de 51ª edição do Rali Vinho da Madeira. O belga partilhou o pódio com os condutores das outras viaturas SKODA: Jan Kopecký, em segundo, e Juho Hanninen, em terceiro.

Madeira: Depois da tempestade trabalha-se para que venha a bonança

No sábado passado, dia 20 de Fevereiro, a ilha da Madeira foi alvo de um aluvião excepcional. Segundo os historiadores esta foi a maior tragédia ocorrida nos últimos 100 anos na Madeira, ultrapassando o número de vida humanas perdidas e os prejuízos materiais do temporal de 1993 e do desabamento de terras de 1929, em São Vicente.

Em cinco horas caíram sobre o Funchal 111 milímetros de precipitação e 165 milímetros no Pico do Areeiro. Mas as consequências nefastas do temporal que assolou a ilha não se devem apenas à chuva que caiu durante essa madrugada e manhã. A chuva que caiu durante todo o Inverno contribuiu para aumentar o risco de derrocada, pois tornou os terrenos instáveis e ensopados.

Muitos afirmam que o agravamento das consequências da intempérie deveu-se ao estreitamento das ribeiras, à sua cobertura e às construções feitas nas suas margens. Quanto a isso o coordenador do Ministério Público na Madeira, Gonçalves Pereira, já anunciou que poderão ser responsabilizados alguns casos de “ordenamento mal feito”. Os ambientalistas apontam que a solução para que uma catástrofe destas não volte a acontecer é alargar os leitos das ribeiras, não construir nas suas margens e, segundo o geógrafo Raimundo Quintal, “mais Laurissilva significará menor risco de aluvião”.

No entanto a cobertura e estreitamento das ribeiras da Madeira não é um fenómeno recente, nem foi iniciado pelo actual presidente da Região Autónoma da Madeira, como muitos crêem. Na verdade, a Ribeira de São João, que rebentou à frente do Centro Comercial Dolce Vita, foi coberta nos anos 40 para que fosse construída a Rotunda do Infante. E as pontes que foram destruídas são de muito antes da Autonomia.

É importante realçar que, desde o temporal de 1993, as ribeiras têm sido limpas todos os anos e que as ribeiras normalmente não atingem nem metade da altura que atingiram durante o aluvião.

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