Afinal não há razão para alarmismo, pois não existem dados que comprovem que os jogos violentos fazem com que as crianças tentem repetir as cenas destes na vida real.
Estas conclusões surgiram na sequência de um estudo encomendado, pelo Ministério da Justiça dos Estados Unidos da América, a Lawrence Kutner e Cheryl Olson, dois psicólogos e investigadores de Harvard. Este estudo custou ao estado 1.5 milhões dólares.
O estudo consistiu na exposição de 1200 crianças a jogos violentos, como o Grand Theft Auto, e outros menos violentos, como o Sims. Os dois psicólogos observaram que, para maioria das crianças, jogar estes jogos era uma forma de libertar o stress e, apesar de algumas crianças demonstrarem alguma agressividade depois de passarem horas a jogar, não tinham um comportamento diferente das outras crianças. Alias, concluíram também que estes jogos têm um efeito positivo no cérebro, melhorando os reflexos e a rapidez de raciocínio.
Kutner e Olson afirmam que o que é realmente importante é um acompanhamento por parte dos pais. Os jogos não são uma solução para calar os miúdos e deixa-los quietinhos em casa, mas ser usados para promover o convívio entre pais e filhos. E esta orientação deve existir também para os livros, os filmes, as músicas, etc. Não me parece que o estado tenha de substituir o papel dos pais, que pensam que não têm tempo para supervisionar a vida dos filhos.
Nos Estados Unidos foram julgados vários jovens em casos de violência alegadamente atribuídos à influência do GTA. No entanto este estudo vem provar que a culpa não é inteiramente dos jogos e os pais são tão, ou mais, culpados por muitas vezes não ligarem às recomendações etárias e não se informarem sobre o que dão aos filhos.
As conclusões do estudo foram documentadas no livro Grand Theft Childhood: The Surprising Truth About Violent Video Games.


