Ana Figueiras

Ciberjornalismo

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Estudo da Universidade de Harvard: Jogos violentos não são prejudiciais para as crianças

Quarta-feira, 14 Maio, 2008

Afinal não há razão para alarmismo, pois não existem dados que comprovem que os jogos violentos fazem com que as crianças tentem repetir as cenas destes na vida real.

Estas conclusões surgiram na sequência de um estudo encomendado, pelo Ministério da Justiça dos Estados Unidos da América, a Lawrence Kutner e Cheryl Olson, dois psicólogos e investigadores de Harvard. Este estudo custou ao estado 1.5 milhões dólares.

O estudo consistiu na exposição de 1200 crianças a jogos violentos, como o Grand Theft Auto, e outros menos violentos, como o Sims. Os dois psicólogos observaram que, para maioria das crianças, jogar estes jogos era uma forma de libertar o stress e, apesar de algumas crianças demonstrarem alguma agressividade depois de passarem horas a jogar, não tinham um comportamento diferente das outras crianças. Alias, concluíram também que estes jogos têm um efeito positivo no cérebro, melhorando os reflexos e a rapidez de raciocínio.

Kutner e Olson afirmam que o que é realmente importante é um acompanhamento por parte dos pais. Os jogos não são uma solução para calar os miúdos e deixa-los quietinhos em casa, mas ser usados para promover o convívio entre pais e filhos. E esta orientação deve existir também para os livros, os filmes, as músicas, etc. Não me parece que o estado tenha de substituir o papel dos pais, que pensam que não têm tempo para supervisionar a vida dos filhos.

Nos Estados Unidos foram julgados vários jovens em casos de violência alegadamente atribuídos à influência do GTA. No  entanto este estudo vem provar que a culpa não é inteiramente dos jogos e os pais são tão, ou mais, culpados por muitas vezes não ligarem às recomendações etárias e não se informarem sobre o que dão aos filhos.

As conclusões do estudo foram documentadas no livro Grand Theft Childhood: The Surprising Truth About Violent Video Games.

Turismo na favela

Quinta-feira, 8 Maio, 2008

Favela da Rocinha

Com o Pão de Açúcar, o Cristo Rei e cerca de 250Km de praias é difícil acreditar que existem pessoas que preferem pagar para ver a miséria e a criminalidade do Rio de Janeiro.

Na realidade as visitas turísticas às favela são dos roteiros mais procurados nas agências de viagens brasileiras, provavelmente porque os turistas têm curiosidade de saber se a realidade é mesmo como aparece nos meios de comunicação social.

A agência de turismo Private Tours, uma agência que organiza este género de roteiros pelas favelas, pode vir a perder a sua licença depois do jornal Folha de São Paulo ter publicado uma peça sobre as experiências que as agências proporcionam aos turistas nas favelas. Um jornalista, disfarçado de turista, participou numa dessas visitas que incluiu uma ida às “bocas de fumo”, os famosos pontos de venda de droga das favelas. Os turistas percorrem as ruas estreitas do morro, contactam com os traficantes, que lhes contam historias sobre o tempo que passaram na prisão e descrevem o seu estilo de vida, e tiram-lhes fotografias (com as caras tapadas e metralhadoras em punho).

A polícia do Rio de Janeiro iniciou uma investigação para apurar o alegado envolvimento desta agência com o narcotráfico. É acusada de apoiar o tráfico e de por em risco a vida de terceiros.

Mas a Private Tours não é a única agência a promover visitas turísticas deste género. Favelas como  Cidade de Deus, Rocinha, Complexo do Alemão e Mangueira estão na rota turística de muitas agências.

O turismo na favela da Rocinha, a maior da América Latina (cerca de 180.000 habitantes) ,existe há cerca de 10 anos. A agência Jeep Tour organiza um passeio, num tanque de guerra, com guias vestidos ao estilo Indiana Jones, que incide principalmente na vida da comunidade daquela favela. Visitam as escolas, as casa dos moradores e a Escola de Samba Académicos da Rocinha.

No entanto desde 1992 a Rocinha não é classificada como favela, mas sim como bairro, e os turistas quando lá chegam não se deparam com tiroteios e com miséria extrema, como noutras favelas.  É claro que encontram barracas mas também ginásios, estações dos correios, restaurantes, centros de saúde, bancos, supermercados , carreiras de autocarros e têm até um teatro.

Eleições em Itália: Milly D’Abbraccio

Domingo, 13 Abril, 2008

Os Italianos foram hoje às urnas e tinham uma grande panóplia de candidatos à escolha. Por exemplo, a candidata à Câmara Municipal de Roma, pelo partido socialista, é a veterana dos filmes pornográficos, Milly D’Abbraccio.

Uma das promessas desta candidata é criar uma área dedicada ao sexo em Roma - uma espécie de Red-light District - a escassos quilómetros do Vaticano. Esta zona albergaria clubes de striptease e lojas de artigos eróticos, mas “não seria lugar de prostituição”.

Os seus cartazes, tal como as suas promessas, são invulgares. Têm o seu traseiro seguido da frase “Basta destes caras de c…”. Apesar das críticas que surgiram, até no seio do partido socialista, por causa dos cartazes de Milly, a candidata afirma que não tenciona retirá-los das ruas.

Não é a primeira vez que uma actriz porn tenta penetrar na política italiana. A famosa Cicciolina (nome artístico de Anna Illona Staller) foi a primeira trabalhadora do entretenimento para adultos, de Itália e do Mundo, a se tornar deputada do Parlamento Italiano.

E perguntam vocês: como é que ela se pode candidatar? Tem algum conhecimento/experiência na política? D’Abbraccio reconhece que é uma estreante na política mas já teve alguma experiência, pois no seu filme “L’Onorevole” interpretou uma deputada que, no parlamento, “ficou muito excitada”.

Para não ferir susceptibilidades, o cartaz apenas pode ser visto after the break.

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