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Independência do Principado da Pontinha em 2008?

O desejo de Renato Barros para o novo ano terá sido com certeza obter o reconhecimento do seu território por parte das Nações Unidas. Renato irá avante com objectivo de ter o seu Forte reconhecido como Principado, que será o mais pequeno do mundo, se Renato for bem sucedido.

O soberano do Forte de S. José considera que pode transformar o seu pedacinho de terra num Principado, visto que foi concedida a independência a este território à quase 105 anos, por carta régia de D. Carlos I. O Forte foi vendido em hasta pública em 1903 e pertenceu à abastada família Blandy durante cerca de 97 anos. Finalmente no ano 2000 Renato Barros comprou o Forte por nove mil contos.

O pretendente a príncipe da Pontinha anseia que o seu território seja tratado tal como os outros Principados, terá por isso um longo e árduo caminho pela frente. Renato garante que a reduzida extensão  que delimita o seu território não impedirá que este se torne num Principado, pois existe no Mundo outros estados de reduzida dimensão.

O Principado do Mónaco também é pequeno, contando com apenas 1960 metros quadrados que, no entanto, são espaço suficiente para realizar uma das mais prestigiadas provas de automobilismo: o Gran Prix do Mónaco. São mais do que os 178 metros quadrados, que Renato possui, de tal forma distribuídos que nem um helicóptero lá conseguiria aterrar. Além do mais, no Principado da Pontinha não há espaço para criar serviços, saneamento básico e outras provisões necessárias para sobrevivência.

De momento o príncipe e o seu povo (por enquanto apenas a sua família directa) não se encontram a viver no Forte, como pude confirmar quando visitei o local no passado dia 3 de Janeiro. A minha entrada no suposto Principado não foi barrada, nem me pediram qualquer tipo de identificação, ou seja o topo do Forte continua ainda disponível ao público, como sempre esteve, servindo de miradouro sobre a baía do Funchal.

A menos que Renato Barros resolva fazer uma revolta armada duvido que alcance o que pretende, pois ter povo e constituição não parece ser suficiente para erguer um estado. Relego assim para uma hipótese ainda mais remota a reclamação por parte de D. Renato Barros de 200 milhas marítimas, que actualmente são território português.

Para ver as fotos da minha passagem pelo Principado da Pontinha:

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