Monthly Archives: September 2008

Presidenciais Americanas: E se o mundo pudesse votar?

O presidente americano é provavelmente a figura mais poderosa do mundo e todas as nações são afectadas pelas decisões que por ele são tomadas. Este facto levou a que três jovens islandeses colocassem uma questão pertinente: E se o mundo pudesse votar?

Os resultados desta sondagem universal diferem bastante das sondagens americanas, que dão hoje uma vantagem de apenas 2 por cento para Barack Obama. Até ao momento 44494 pessoas, de 147 países, votaram no site e 85.5 por cento manifestaram-se a favor de Obama. Apenas 14.5% dos inquiridos escolheram John McCain.

Curiosamente, o país com mais participantes nesta sondagem, somando 8184 votos até ao momento, é os Estados Unidos da América, que dá 80.3% das intenções de voto para Obama. Segue-se a Polónia com 7202 votos e a Espanha 5228 votos. Portugal também é dos países com maior participação (3534 pessoas), sendo 93.7 por cento dos votos favoráveis ao candidato democrata.

Obama vence em todos os países do mundo excepto no Azerbaijão (1 voto) e na Georgia (3 votos). Na Namíbia (2 votos) e no Quénia (4 votos) há um empate.

Parabéns: GNU celebra 25º aniversário

Em Setembro de 1983 Richard Stallman anunciou pela primeira vez os seus planos de desenvolver um Sistema Operativo chamado GNU. Este Sistema Operativo totalmente livre celebra agora o seu 25º aniversário com um vídeo muito especial, no qual o humorista britânico Stephen Fry explica o que é o GNU e o software livre.

httpv://www.youtube.com/watch?v=3dcxtEKShXA

Google Chrome: Lançada ontem a primeira versão do browser

Foi lançado ontem, em mais de cem países, o primeiro browser Google, a maior empresa americana no mercado. A versão experimental do Google Chrome está disponível em 43 idiomas, entre estes o Português, e tem como objectivo melhorar a experiência dos utilizadores da web. Rapidez, simplicidade e sofisticação são algumas das características que a Google promete.

O Chrome foi anunciado na segunda-feira, no blog oficial do Google, e foi apresentada uma banda desenhada com 38 páginas a explicar o projecto e a ambição dos autores. A versão para Windows, do novo browser está disponível para ser descarregada gratuitamente desde as 15:00 do dia 2 de Setembro (20:00 hora portuguesa). A Google estará ainda a preparar as versões Mac e Linux.

Open Source

A Reuters deu a notícia do lançamento do Chrome com um título algo ambíguo, que acabou por ser alterado – Google browser takes advantage of Apple software – implicando que o Chrome deve muito ao browser da Apple, o Safari, no entanto isto não corresponde totalmente à realidade. O Chrome utiliza o motor de apresentação do Safari, uma evolução do projecto KHTML, que se chama WebKit, mas diferencia-se deste e dos outros browsers pela sua interface e pelo seu motor Javascript V8, desenvolvido e integrado no WebKit pela Google. O Google Chrome é um projecto open source sobre uma licença extremamente permissiva, assim como o próprio WebKit.

«O Google Chrome foi construído em cima de projectos open source que têm trazido importantes contributos para a tecnologia e que têm estimulado a competitividade e a inovação» anunciou Sundar Pichai, responsável pela gestão de produtos da Google Inc, numa conferência de imprensa na sede da empresa em Mountain View, Califórnia. O facto do projecto ter o código fonte aberto permite que este seja modificado e reutilizado por todos proporcionando, consequentemente, um mais rápido desenvolvimento.

Mozilla Firefox

A Google é a principal financiadora da Mozilla Corporation, sendo a fonte de cerca de 85% do capital, através de um acordo que envolve o browser Firefox e as predefinições do motor de busca. Com o lançamento do Google Chrome, poderia-se pensar que a Google abandonaria esta parceria mas, a Google e a Mozilla renovaram o seu acordo financeiro até 2011, acordo que estava previsto expirar em Novembro. Sergey Brin, co-fundador da Google, revelou que a Google planeia continuar a trabalhar em parceria com a Mozilla e que espera que as versões futuras do Chrome e do Firefox fiquem ainda mais próximas. “Desejo que, com o tempo, tenhamos cada vez mais unidade” acrescentou.

O Chrome aproveitou algumas das ideias do Firefox, que também é um projecto open source, ou seja, como afirmou Sundar Pichai “pedimos emprestadas as boas ideias dos outros”. Algumas features, como o método de fazer bookmark a uma página e de salvar a password, funcionam como no Firefox.

Simples, eficiente, seguro e rápido

O que mais surpreende no Chrome é que cada uma das tabs é autónoma, o que permite que, sempre que uma bloquear ou não responder, todas as outras continuarão activas. A intenção da Google é “tornar a navegação na Internet mais rápida, segura, prática e a funcionar melhor com as aplicações mais complexas da Net, existentes actualmente” e o facto das tabs serem autónomas possibilita que os utilizadores continuem a trabalhar sem terem de reiniciar o browser e interromperem processos importantes.

A autonomia das tabs também é visível no próprio design do browser, pois as tabs, contrariamente ao que acontece nos outros browsers, estão no topo do browser. Cada tab tem a sua própria barra de endereços, botão de bookmarks, botão de search, etc.

Os primeiros testes com o Chrome, revelam que o browser é consideravelmente mais rápido que os rivais. Segundo Brian Rakowski, gestor de produtos do projecto Google Chrome, “As pessoas passam mais tempo no browser do que no próprio carro” e por isso havia necessidade de criar um novo browser mais rápido e que impulsione uma maior competição no mercado. Graças ao motor JavaScript V8 as aplicações no Google Chrome são mais rápidas, mesmo com processos mais pesados, devido à autonomia das tabs.

Quando o utilizador abre um nova tab, em vez de encontrar uma página em branco, tem uma página que inclui informação sobre os seus sites mais visitados, os seus bookmarks e as suas pesquisas mais recentes. No entanto o resto da janela do browser é extremamente minimalista, pois não tem muitos dos menus típicos dos restantes browsers, e muito poucos ícones na toolbar. Portanto quase todo o espaço do ecrã é utilizado para apresentar a própria página.

A partir dos hábitos do utilizador o Google Chrome conseguirá auto-completar o link sem ser preciso o escrever na totalidade e a Google promete que vai impressionar o utilizador com a precisão com a qual o browser adivinhará que link o utilizador deseja. A esta feature acrescenta-se o facto da raiz do link aparecer destacada.

Fazer o download de ficheiros também é muito fácil com o Google Chrome. Surge um botão no canto inferior esquerdo do browser e para abrir o ficheiro basta clicar nesse mesmo botão, não existindo uma janela de downloads e tornando o acesso ao ficheiro extremamente simples.

Screenshots do Google Chrome aqui.

Críticas

Apesar das grandes inovações que o Chrome apresenta, o novo browser recebeu algumas críticas de alguns colunistas de tecnologia norte-americanos. Walter Mossberg, do “Wall Street Journal”, escreveu que, apesar de ser um browser inteligente e inovador, o Chrome é “grosseiro”. O jornalista do “USA Today”, Edward C. Baig, afirmou que o Chrome é cool, mas acrescenta que “exige habituação na utilização e precisa de ser polido aqui e acolá”. No “New York Times” o jornalist David Pogue escreveu que o Chrome “é extremamente minimalista”, pois não tem propriamente uma barra de status, de menus e apenas uma barra para os bookmarks.