Mobilidade Sustentável: Galp Energia lança sistema de partilha de veículos

A Galp Energia lançou ontem a primeira parte de uma campanha muito interessante: o programa de Mobilidade Sustentável. Esta campanha envolve diversas iniciativas dedicadas à promoção da eficiência energética, nomeadamente um sistema de partilha de meios de transporte.

Desde ontem passa nas televisões portuguesas um anúncio da Galp Energia intitulado “Lugares Vazios” , que retrata o problema dos inúmeros veículos que entram todos os dias em Lisboa e no Porto com uma ocupação média de apenas 1,4 pessoas. Esta realidade traz cada vez mais problemas de poluição, de tráfego e de perda de qualidade de vida nas cidades.

Segundo um estudo da Universidade Fernando Pessoa, se esta média passar para 2 pessoas por carro as emissões de CO2 para a atmosfera são reduzidas em 25%. Foi com o intuito de reduzir o número de lugares vazios em cada carro que a Galp Energia criou a GalpShare.

Esta é a primeira comunidade portuguesa de mobilidade urbana, uma espécie de rede social que permite que as pessoas, com destinos e horários iguais, se conheçam e partilhem o mesmo transporte. A GalpShare é a primeira funcionalidade disponível no portal energiapositiva, desenvolvido pela Galp Energia com o intuito de funcionar como um centro de partilha e pesquisa de todo o tipo de conteúdos relacionados com a eficiência energética.

Esta iniciativa traz benefícios não só em termos ecológicos, pois reduz a poluição, mas também para o orçamento familiar dos portugueses.

O anúncio foi criado pela agência de publicidade BBDO, sob a direcção criativa de Pedro Bidarra, produzido pela produtora Krypton e realizado por Augusto Fraga

Vídeo após o salto.

httpv://www.youtube.com/watch?v=qb_R4-MuERk

4 thoughts on “Mobilidade Sustentável: Galp Energia lança sistema de partilha de veículos

  1. Carlos Rodrigues

    Infelizmente, esta iniciativa vai falhar tal como todas as outras tentativas de car pooling… E falha porque é preciso que as pessoas estejam dispostas a…

    1. …dar boleia a (inicialmente) estranhos;
    2. …apanhar boleia de (inicialmente) estranhos;
    3. …ajustar ligeiramente as partidas e as rotas que levam de/para o trabalho (a não ser que sejam vizinhos que trabalhem no mesmo sítio e entrem e saiam às mesmas horas);
    4. …sacrificar a liberdade de deslocação (a razão porque a maioria das pessoas usam carro em vez de transportes públicos), mesmo quem nunca faz uso dela;

    E finalmente, é preciso que sejam pessoas com pré-disposição para se registar neste tipo de serviços.

    A ideia é boa, mas um serviço não é suficiente, é preciso ter em conta o factor humano.

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    1. Ana Figueiras Post author

      Não acredito que esta iniciativa vá ser um fracasso tão grande como dizes. Penso que pelo menos vai fazer as pessoas pensarem no assunto.

      Até pode ser que começem apenas por partilhar o carro com um vizinho, um amigo ou um colega, e depois se aventurem um pouco mais.

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      1. Carlos Rodrigues

        Eu digo isto porque esta não é a primeira tentativa, nem a segunda (cá em Portugal). E normalmente desaparecem passado pouquíssimo tempo.

        Nada se consegue sem dar benefício aos utilizadores. E estas iniciativas combinam as desvantagens dos transportes públicos (p.ex. horários), com as desvantagens do transporte privado (p.ex. custo).

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