O que a televisão portuguesa nos dá: publicidade a mais, política a menos e ainda menos programas formativos

O relatório divulgado hoje pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) revela que os canais generalistas dão-nos publicidade a mais, política a menos e ainda menos programas formativos. Ou seja, não dão nada de jeito.

As televisões violaram, no ano passado, os limites legais de publicidade impostos pela Lei da Televisão, sendo o canal público de televisão o que violou mais vezes o limite estabelecido. Ultrapassou em 11 vezes o máximo de 6 minutos de publicidade por hora.

O relatório da ERC aponta também outras matérias em que os canais não cumpriram as suas obrigações. A RTP1 e a RTP2 não cumpriram a obrigatoriedade de difundir pelo menos 20 por cento de produção em Português e apresentaram um baixo índice de programas formativos, infanto-juvenis e para os grupos minoritários nos dias úteis. A SIC e a TVI falharam a obrigação de emitir programas informativos de debate/entrevista e de cariz cultural, em horário nobre. Quanto à RTP2 o relatório apontou como falha o facto das repetições de programas representarem mais de um quarto da programação do canal.

Contam-se pelos dedos os programas de interesse na televisão portuguesa e nem os blocos noticiosos escapam, pois dedicam demasiado tempo aos casos mediáticos (é incrível como a Maddie ainda dá que falar). E que foi feito do 2010! Este que é o melhor programa de ciência e tecnologia da televisão portuguesa está à terça-feira, às 02.25, na RTP2. Como querem que as pessoas vejam programas de interesse se eles passam tarde e a más horas?

Cabe agora à ERC avaliar estas violações e determinar se merecem algum tipo de sanção.

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