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Gliese 581g: Is There Anybody Out There?

Hoje foi descoberto mais um planeta, que foi baptizado de Gliese 581g. Este planeta encontra-se em órbita de Gliese 581, uma estrela anã vermelha da constelação de Balança que tem provavelmente outros 5 planetas (Gliese 581b, Gliese 581c, Gliese 581d, Gliese 581e e Gliese 581f) em órbita para além de Gliese 581g.

Ora, esta  notícia passaria completamente despercebida não fosse o facto de aparecer na página principal da Wikipédia (toda a gente sabe que é lá que os jornalistas procuram as notícias) e do grupo de astrónomos do Lick-Carnegie Exoplanet Survey que o descobriram avançarem com a hipótese de haver vida neste planeta. Segundo o líder da equipa, Steven Vogt, Gliese 581g “apresenta as condições ideias para isso (vida)”: está perto da estrela à volta da qual orbita, tem uma temperatura média (entre os -31 e os -12 graus celsius), força de atracção do planeta é similar à da Terra (havendo assim uma atmosfera estável), etc.

Vogt acredita que “a vida neste planeta seria muito agradável”. No entanto isto, tal como a possibilidade de haver vida em Gliese 581g, é apenas uma suposição e tão cedo ninguém poderá confirmá-la pois o planeta está a 20 anos-luz (9,460,730,472,580.8 km) da Terra.

Mobilidade Sustentável: Galp Energia lança sistema de partilha de veículos

A Galp Energia lançou ontem a primeira parte de uma campanha muito interessante: o programa de Mobilidade Sustentável. Esta campanha envolve diversas iniciativas dedicadas à promoção da eficiência energética, nomeadamente um sistema de partilha de meios de transporte.

Desde ontem passa nas televisões portuguesas um anúncio da Galp Energia intitulado “Lugares Vazios” , que retrata o problema dos inúmeros veículos que entram todos os dias em Lisboa e no Porto com uma ocupação média de apenas 1,4 pessoas. Esta realidade traz cada vez mais problemas de poluição, de tráfego e de perda de qualidade de vida nas cidades.

Segundo um estudo da Universidade Fernando Pessoa, se esta média passar para 2 pessoas por carro as emissões de CO2 para a atmosfera são reduzidas em 25%. Foi com o intuito de reduzir o número de lugares vazios em cada carro que a Galp Energia criou a GalpShare.

Esta é a primeira comunidade portuguesa de mobilidade urbana, uma espécie de rede social que permite que as pessoas, com destinos e horários iguais, se conheçam e partilhem o mesmo transporte. A GalpShare é a primeira funcionalidade disponível no portal energiapositiva, desenvolvido pela Galp Energia com o intuito de funcionar como um centro de partilha e pesquisa de todo o tipo de conteúdos relacionados com a eficiência energética.

Esta iniciativa traz benefícios não só em termos ecológicos, pois reduz a poluição, mas também para o orçamento familiar dos portugueses.

O anúncio foi criado pela agência de publicidade BBDO, sob a direcção criativa de Pedro Bidarra, produzido pela produtora Krypton e realizado por Augusto Fraga

Vídeo após o salto.

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Caso HM: Morreu o paciente que mais contribuiu para o estudo da memória

Henry Gustav Molaison (82 anos), conhecido mundialmente como “paciente HM“, morreu no dia 2 de Dezembro de insuficiência respiratória. Molaison foi o paciente cujo caso mais contribuiu para o estudo da memória.

Aos nove anos, Molaison sofreu um acidente de bicicleta que lhe provocou uma epilepsia grave e, para a tratar,  aos 17 anos foi submetido a uma neurocirurgia, que consistia na remoção de uma parte da sua massa encefálica. Quanto à epilepsia a cirurgia foi um sucesso, no entanto, após ter sido operado o paciente HM apresentou um quadro de amnésia: tornou-se incapaz de formar novas memórias e não se lembrava do que ocorrera imediatamente antes da cirurgia. HM conseguia também memorizar informação durante curtos intervalos de tempo.

Após a cirugia, os neurocirugiões começaram a estudar o caso do paciente HM e assim fizeram importantes descobertas. Segundo Eric Kandel, prémio Nobel da Medicina em 2000, “o estudo do caso HM é um dos grandes marcos da história das neurociências”, pois foi devido ao seu caso que se descobriu que o hipocampo, a parte que foi retirada dos dois hemisférios de Molaison, é responsável pela formação de novas memórias.

Brenda Milner, uma investigadora canadiana que acompanhou o caso de Molaison desde os anos 50, revelou que este sempre cooperou com as investigações, mesmo que para ele cada encontro com Milner fosse o primeiro.

O cérebro de Molaison será guardado para futuras investigações.