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Cientistas ingleses identificam palavras que estão em vias de extinção

Cientistas da Universidade de Reading, na Inglaterra, descobriram que as palavras “I” (eu), “we” (nós), “who” (quem), e os números “1”, “2”, “3” são algumas das palavras mais antigas das línguas indo-europeias. Estes investigadores criaram um software que permite conhecer a evolução das palavras e identificaram alguns dos termos que podem estar em vias de extinção.

Estudando a evolução das línguas, estes investigadores descobriram que termos como “squeeze” (apertar), “guts” (tripas), “stick” (pau), “throw” (atirar) ou “dirty” (sujo) são algumas das expressões que poderão desaparecer dentro de alguns anos.

“50% das palavras que usamos hoje seriam irreconhecíveis para nossos antepassados que viviam há 2500 anos atrás. Se um viajante no tempo viesse até nós e nos disse que queria recuar até um determinado período, poderíamos apetrecha-lo com um livro de expressões apropriado e assim mantê-lo longe de problemas” afirmou Mark Pagel, professor de Biologia Evolucionaria da Universidade de Reading.

Utilizando um super computador da IBM, apelidado de Thames Blue, conseguiram recuar quase 30.000 anos e reconstruir o ritmo de evolução das palavras nas línguas indo-europeias, prevendo futuras mudanças no vocabulário. O software utiliza um algoritmo, que permite conhecer as palavras utilizadas numa determinada época (passada,presente ou futura) e com que frequência são usadas nas diferentes línguas. As palavras mais antigas que encontraram têm pelo menos 10.000 anos.

Os investigadores conseguiram, através destes estudo, apurar algumas das regras da evolução das palavras: quanto menos são utilizadas mais hipóteses têm se extinguirem, os numerais evoluem mais lentamente, e as conjunções e preposições como “and” (e), “or” (ou), “but” (mas), “on” (sobre), “over” (por cima) e “against” (contra) evoluem 100 vezes mais rapidamente do que os numerais. Por exemplo, a palavra “Throw”, que se espera que venha a evoluir rapidamente, tem uma “half-life”1 de cerca de 900 anos e existem 42 sons independentes para esta palavra em todos os idiomas. Daqui a 10.000 anos, esta palavra poderá ter sido substituída em 10 destes idiomas, incluindo provavelmente o Inglês.

  1. A half-life de uma palavra é a quantidade de tempo esperado para que haja uma hipotese de 50% da palavra a ser substituída por uma palavra completamente diferente []

Internet como media de produção de software livre e código aberto: Comunidades, Interacção e Ferramentas

No âmbito do mestrado em Novos Media e Práticas Web, realizei um trabalho intitulado “Internet como media de produção de software livre e código aberto: Comunidades, Interacção e Ferramentas”. O intuito do trabalho é demonstrar as dinâmicas das comunidades free software e open source e a forma como interagem dentro e fora do ciberespaço.

«Estas comunidades são guiadas pelo princípio de que o código deve ser aberto e disponível para que qualquer pessoa o possa utilizar, alterar e distribuir.» (in Internet como media de produção de software livre e código aberto: Comunidades, Interacção e Ferramentas)

Como este é um trabalho sobre colaboração acho interessante disponibiliza-lo online e assim talvez receba sugestões e contributos de pessoas que pertencem a comunidades free software e open source. Também quero aprofundar a investigação fazendo um estudo de caso ao projecto Ubuntu e as suas comunidades.

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Quem tiver ideias e sugestões pode me contactar.

Estudo: Cientista afirma que a tecnologia ajuda o Pai Natal a distribuir as prendas

Para quem não acredita no Pai Natal, surge agora um estudo que explica como é que o velho Nicolau viaja pelo mundo inteiro para entregar presentes, numa só noite. Larry Silverberg, professor de Engenharia Mecânica e Aeroespacial na Universidade Estatal da Carolina do Norte, diz que o segredo é o domínio do espaço-tempo “continuum”.

“Ele sabe que o espaço estica, ele sabe que pode esticar o tempo, comprimir o espaço e assim ter seis meses para entregar os presentes”, revelou Silverberg à Reuters. Por isso é que, no nosso quadro de referência, parece que o Pai Natal faz isto num ápice quando, na realidade, demora meses.

Segundo o investigador norte-americano, o Pai Natal usa a nanotecnologia para fazer crescer os presentes debaixo das árvores de Natal, pois seria impossível transportar as prendas todas no trenó se estas tivessem o tamanho normal. “Ele descobriu como reverter o que chamamos de propriedades termo-dinâmicas irreversíveis” afirmou Larry Silverberg.

O estudo também revela que as renas são geneticamente modificadas para poderem voar e que, para não se perder, o Pai Natal tem no trenó um sistema de geolocalização.

Espero que não seja este tipo de investigação que está a crescer em Portugal. Quero acreditar que isto é tudo uma brincadeira, e que não tenham sido gastos milhões de dólares neste estudo.