Ana Figueiras

Ciberjornalismo

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Internet: Comissária europeia Viviane Reding quer nova regulação

Tuesday, 5 May, 2009

Com o fim, a 30 de Setembro, do contrato com o Internet Corporation for Assigned Names and Numbers (ICANN), um organismo sem fins lucrativos regula questões relacionadas com a Internet, a Comissão Europeia (CE) pretende instaurar uma vigilância mais apertada e transparente da Internet. Viviane Reding, comissária europeia para a sociedade de informação, afirmou ontem, num vídeo publicado no site da CE, que deve ser implementado um novo modelo de governação da Internet.

Viviane Reding propõe a criação de uma entidade privada que suceda ao ICANN, de um organismo jurídico independente e de um fórum multilateral, para discutir questões relacionadas com a Internet e a sua regulação. Este fórum, uma espécie de “G12 para o governo da Internet”, seria constituído por dois representantes de África, dois da América do Norte, dois da América do Sul, dois da Europa, três da Ásia e Austrália e pelo o presidente deste novo organismo, que sucederá ao ICANN. Este último faria parte deste fórum "como membro não-votante".

Esta questão já foi debatida no Fórum da UIT, em Lisboa, onde se conseguiu chegar ao que se chamou “Consenso de Lisboa”, um acordo entre todos os representantes da organização das Nações Unidas para uma participação paritária das várias nações na gestão da Internet. No entanto Viviane Reding defende que, para implementar um novo modelo de governação da Internet, é necessário também discutir esta questão com a comunidade  e por isso, esta semana, haverá uma primeira audiência pública, em Bruxelas. A comissária europeia acrescentou que os Estados Unidos terão uma maior responsabilidade na forma como a Internet será governada.

Para além destes organismos para governar a Internet, Viviane Reding já tinha proposto, no video de dia 27 de Abril, a criação de uma ciber-polícia europeia para defender e proteger as redes de comunicação europeias contra ataques de crime organizado. Segundo a comissária a Europa precisa de um "Mister Cyber Security", pois as medidas empreendidas até agora pelos estados membros têm sido negligentes.

Mas esta questão da governação da Internet não é de agora. Em 1996, John Perry Barlow escreveu "A declaration of the Independence of Cyberspace" como reacção ao "Telecommunications Act of 1996", uma lei, proposta pela administração de Bill Clinton, que visava o controlo de conteúdos indecentes e obscenos na Internet. Treze anos mais tarde, a governação da Internet continua a ser tema de discussão, pois "a ética, o bem estar pessoal, a vontade geral" que Barlow julgava serem suficientes para governar o ciberespaço não parecem ser suficientes. Barlow pediu aos governos do “Mundo Industrial” para não interferirem no ciberespaço, mas o seu pedido continua a não ser atendido pelas nações e muito menos pelas grandes corporações, cujo controlo que exercem sobre a Internet é mais prejudicial do que o controlo de qualquer governo.

Internet como media de produção de software livre e código aberto: Comunidades, Interacção e Ferramentas

Friday, 20 February, 2009

No âmbito do mestrado em Novos Media e Práticas Web, realizei um trabalho intitulado "Internet como media de produção de software livre e código aberto: Comunidades, Interacção e Ferramentas". O intuito do trabalho é demonstrar as dinâmicas das comunidades free software e open source e a forma como interagem dentro e fora do ciberespaço.

«Estas comunidades são guiadas pelo princípio de que o código deve ser aberto e disponível para que qualquer pessoa o possa utilizar, alterar e distribuir.» (in Internet como media de produção de software livre e código aberto: Comunidades, Interacção e Ferramentas)

Como este é um trabalho sobre colaboração acho interessante disponibiliza-lo online e assim talvez receba sugestões e contributos de pessoas que pertencem a comunidades free software e open source. Também quero aprofundar a investigação fazendo um estudo de caso ao projecto Ubuntu e as suas comunidades.

Download do PDF

Quem tiver ideias e sugestões pode me contactar.

Monumentos: Maravilhas do património português no mundo vão a votos na Internet

Saturday, 6 December, 2008

Arranca hoje uma nova votação das Maravilhas do mundo, desta vez dedicada à escolha das Sete Maravilhas de Origem Portuguesa, edificados fora de Portugal e classificados como Património da Humanidade pela UNESCO. À escolha estão 22 espalhados por África, América do Sul e Ásia.

A votação, para escolher os principais monumentos criados por portugueses no mundo poderá ser feita através da Internet ou por telefone. Os resultados serão revelados numa cerimónia a 10 de Junho de 2009.

Estão nomeados sete monumentos no Continente Africano: a Cidadela de Fasil Ghebi; a Ilha de James; os Fortes e Castelos em volta, Greater Accr; a Cidade Portuguesa de Mazagão (El Jadida); a Ilha de Moçambique; a Ilha de Gorreia e as Ruínas de Kilwa e de Songo Mnara.

O Continente Americano é o que tem mais monumentos nomeados. No total são dez monumentos, sendo oito destes no Brasil: os centros históricos de Diamantina, Goiás, Olinda, Ouro Preto, São Luís e São Salvador; o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos em Congonhas e partilha com a Argentina as Missões Jesuítas dos Guarani. Constam na lista ainda as Missões Jesuítas de Trinidad do Paraná e Jesus de Tavaranque, no Paraguai, e  o Bairro Histórico da Colónia de Sacramento, no Uruguai.

As "maravilhas portuguesas" na Ásia são o Sítio Arqueológico de Qal ́at al-Bahrain, o Centro Histórico de Macau, as Igrejas e Conventos de Goa, o Centro Histórico de Malaca e a Cidade Velha de Galle.

Segundo Luís Segadães, da organização das 7 Maravilhas, um dos objectivos desta iniciativa é "angariar meios para recuperar alguns destes monumentos através de apoios dos patrocinadores e dos mecenas do património". Para além disso é também uma excelente forma de divulgar o legado que os Portugueses deixaram por todo o mundo.