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Ubuntu 9.04: Lançamento do Jaunty Jackalope no dia 23 de Abril

A mais recente versão do Ubuntu, que tem como nome de código Jaunty Jackalope, será oficialmente lançada esta quinta-feira e será suportada até Outubro de 2010. As melhorias mais relevantes na versão 9.04 são o kernel Linux 2.6.28 e uma grande redução do tempo de arranque.

Segundo Mark Shuttleworth este “é um lançamento extraordinário e esperamos que seja muito popular”. O fundador da Canonical confessou numa conferência de imprensa que pensa que a versão 9.04, que corresponde ao décimo lançamento desde que a Canonical fundou o projecto em Outubro de 2004, é “a melhor de sempre”.

O Ubuntu 9.04 está cheio de novidades, uma delas é o ambiente gráfico Gnome na versão 2.26, que inclui melhoramentos dos quais se destacam: o Brasero, como programa para gravação de CD’s por omissão e um aperfeiçoamento do suporte para múltiplos monitores. Também o novo Kubuntu conta com a versão 4.2.2 do ambiente gráfico KDE e respectivas novidades.

Um novo sistema de notificações é outra das novidades que o utilizador poderá encontrar no Ubuntu 9.04. Para além da nova aparência este sistema move as acções presentes no sistema de notificações antigo para uma lista, para que possam ser tratadas mais tarde.

O sistema de ficheiros ext4 também foi implementado no instalador, no entanto não será ainda o sistema de ficheiros por omissão do Ubuntu. Vários testes garantem que este sistema de ficheiros reduz o tempo de arranque em cerca de 25 por cento.

O Ubuntu 9.04 também tem uma característica que vai dar que falar: é agora possível instalar o Ubuntu em máquinas com processadores ARM e por isso deverão surgir no mercado MID’s e netbooks com Ubuntu baseados nesta arquitectura. Os processadores ARM têm uma excelente relação entre performance e consumo de energia e por isso são muito utilizados em gadjets como tablets, telemóveis e routers.

Para além das novidades e tal como o seu antecessor, o novo Ubuntu é de fácil instalação e o utilizador pode fazer um test drive através do Live CD antes de instalar, para experimentar a nova versão. O utilizador tem à sua disposição uma vasta panóplia de programas livres actualizados, o OpenOffice 3.0, o GIMP 2.6.6 e o Pidgin 2.5.5.

O Ubuntu 9.04 estará disponível para download a partir de dia 23 de Abril, na página www.ubuntu.com. Pode também encomendar um CD de instalação em shipit.ubuntu.com.

China: Governo de Nanchang obriga cibercafés a instalar Linux

Logotipo do Red flagOs cibercafés de Nanchang, uma cidade no Sul da China, estão a ser obrigados a instalar Linux. Esta medida tem como objectivo combater a utilização de software pirata.

Segundo Hu Shenghua, porta-voz do Departamento de Cultura da cidade de Nanchang, a lei entrou em vigor no dia 5 de Novembro de 2008 e prevê que os proprietários dos cibercafés instalem nos seus computadores Red Flag, uma distribuição chinesa de Linux, ou cópias legais do Windows. No entanto alguns proprietários  e funcionários de cibercafés revelaram aos media que  estão a ser obrigados a optar por Red Flag, mesmo que tenham licenças da Microsoft genuínas.

Esta atitude do governo de Nanchang está causar uma grande polémica, porque, para além da mudança para este software gratuito requerer o pagamento de uma taxa de manutenção, é mais uma forma de controlo por parte do Governo chinês.

Pentágono proibiu pens USB por causa dos vírus

Pentagono

O Pentágono, sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, proibiu os seus funcionários de utilizarem “pens USB”, como forma de evitar a propagação de vírus. Apesar do Pentágono não ter anunciado oficialmente, foram enviados emails internos a solicitar que os funcionários devolvam todas as “pens” que tinham sido distribuídas.

A informação foi avançada pelo portal VNUNet, no entanto Bryan Whitman, porta-voz do Departamento de Defesa norte-americano, já admitiu a existência de uma epidemia global de “pens” infectadas ,apesar de não adiantar se o Pentágono proibiu ou não o seu uso. Algumas empresas que produzem “memórias Flash” já se manifestaram em relação a este assunto, realçando que as entidades empregadoras que decidam proibir completamente o uso de “pens USB” estarão a reduzir a produtividade e eficiência.

A solução para o problema do Pentágono não passa pela proibição do uso de “memórias Flash”, mas sim pela adopção de software mais seguro. Se os EUA seguissem o exemplo de outros países e optassem por utilizar sistemas operativos Linux nas suas entidades governamentais, estas coisas não aconteciam.