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Portátil ‘Magalhães’ vestido pela marca Throttleman

Capas throttlemanA Throttleman associou-se à JP Sá Couto para criar acessórios para o portátil ‘Magalhães’. Os primeiros artigos, da linha denominada ‘Funny’, foram colocados à venda esta sexta-feira.

A marca portuguesa criou capas para o ‘Magalhães’, com cinco padrões diferentes e uma mascote alusiva ao portátil. Estas custam 14,90 euros e estão disponíveis nas lojas Throttleman, El Corte Inglês, Fnac, Media Markt, Rádio Popular, Vobis e Worten.

Num comunicado a JP Sá Couto revelou que esta parceria deverá estender-se a outros acessórios.

Já não bastava gastar dinheiro com licenças Microsoft? Quem não se endividou para comprar o ‘Magalhães’ pode agora faze-lo comprando todos os acessórios.

OLPC: Em Novembro o programa Give one, Get one chega à Europa

olpc_logo1A One Laptop per Child Association, Inc. (OLPC) anunciou esta semana que o programa Give one, Get one (G1G1) chegará à Europa no dia 17 de Novembro. A iniciativa é simples: por cada XO adquirido, outro é doado a uma criança necessitada, de um país em vias de desenvolvimento.

Desde o inicio, a 12 de Novembro de 2007, o programa G1G1 revelou-se um grande sucesso. No início a OLPC previa que o programa durasse apenas algumas semanas, mas como a adesão do público foi grande a Fundação decidiu dar-lhe continuidade.

O portátil educacional da OLPC é um computador de baixo custo de produção, inovador e resistente às condições climatéricas. Pesa menos de 1,5 kg, o ecrã mede 7,5 polegadas, é resiste ao choque e às grandes altitudes (3048m quando ligado e 12192m quando desligado). O portátil tem um processador AMD Geode LX-700 a 433 MHz, 256 MB de memória RAM e usa memória flash em vez de um disco rígido. Infelizmente o teclado é em Inglês/Internacional, não tendo os vários caracteres específicos da língua portuguesa.

A partir de Segunda-feira o XO será vendido, com um sistema operativo Linux, através da Amazon e o preço rondará os 312 euros ($399, £254), acrescendo os gastos de envio.

olpcPortanto, se quiser um portátil educativo para os seus filhos, e não está satisfeito com a alternativa Magalhães, pode sempre optar por esta máquina free e open source.

Mais informações sobre o OLPC aqui.

Linux vs Windows: Os portáteis Magalhães não são todos iguais

O portátil ‘Magalhães’ está a fazer as delícias não só das crianças mas também dos pais, que correram imediatamente para o comprar. “É um investimento no futuro dos meus filhos e acho que valeu bem a pena a espera” revelou à Lusa Mónica Chaves, a primeira compradora do ‘Magalhães’. No entanto os portáteis ‘Magalhães’ vendidos nas lojas e os que são distribuídos através das escolas são diferentes.

Os 500.000 computadores que serão entregues às crianças do primeiro ciclo do ensino básico através do projecto e-escolinha têm dois sistemas operativos, em dual boot: Windows XP e Caixa Mágica 12. Assim sendo, pode-se escolher  que sistema operativo usar ou, por omissão, depois de 10 segundos sem carregar em nada, o sistema entra automáticamente na Caixa Mágica.

O processo de distribuição do ‘Magalhães’ nas escolas será faseado, devendo estar completo em Janeiro de 2009. Os alunos com Escalão A da Acção Social Escolar têm o computador gratuitamente, os alunos com Escalão B pagam 20€ e os alunos sem escalão pagam 50€.

Segundo a Comunidade Caixa Mágica, devido a escolhas comerciais por parte da empresa que distribui os computadores, os ‘Magalhães’ vendidos nas lojas a 285 euros (e o preço pode vir a aumentar) só têm o Windows XP. “Naturalmente que achamos que, querendo que os alunos tenham todos a mesma experiência, os computadores deviam ser todos iguais, mas infelizmente é uma situação que nos ultrapassa” frisou a mesma fonte.

A versão da Caixa Mágica, que vem instalada no ‘Magalhães’, é baseada na versão 12 do sistema operativo português. Esta é uma versão alterada, com um ambiente gráfico preparado para as crianças mais pequenas e com jogos educativos (ex: GCompris). O Windows XP também vem adaptado.

É de louvar que o estado português tenha optado por incluir um sistema operativo Linux no Magalhães, mas o bom trabalho é em vão quando este opta por gastar dinheiro com licenças da Microsoft. É preferível apresentar às crianças uma perspectiva de partilha de conhecimento e de liberdade, que é a ideia que o software livre fomenta.

O governo da Venezuela, que assinou um acordo que visa a compra de um milhão de computadores ‘Magalhães’, ao contrário do governo português, optou pela opção mais acertada pois vai adoptar  apenas uma distribuição de Linux. Optaram por um sistema operativo chamado ‘Camaina’ pois, segundo o decreto 3.390 publicado na “Gaceta 38 095”, a administração pública venezuelana optará sempre por usar software livre nos seus sistemas, projectos e serviços informáticos.