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O legado de Lula da Silva

Em época de mudança de governo no Brasil é importante o mundo reflectir sobre o impacto dos oito anos de governo de Lula da Silva. É inegável a sua influência e por isso o carismático presidente até foi considerado pela revista Time o líder mais influente do mundo, façanha nunca antes alcançada por um presidente do Brasil.

Apesar de alguns escândalos Luiz Inácio Lula da Silva alcançou níveis de popularidade históricos, que não se desgastaram com o tempo. Provavelmente por causa dos grandes contributos que fez para o estado social e para a economia do país ou então pelo facto da população se identificar muito com ele: é inclusivamente conhecido como o “pai do povo”.

No entanto as políticas de Lula que eu gostaria de realçar não são os seus apoios sociais ou os contributos que fez para a estabilidade económica do país, apesar de estarem intimamente ligadas a estes. Quero destacar as políticas de adopção do software livre.

Em várias ocasiões o presidente Lula da Silva falou sobre a importância do software livre e, apesar de em Portugal não ser de conhecimento comum, ele foi o grande impulsionador do uso de software livre pelo governo brasileiro. Graças a Lula as Forças Armadas Brasileiras, a Caixa Económica Social e Banco do Brasil aderiram ao uso do software de código aberto e segundo ele, desde que o governo adoptou o software livre, poupou (até 2009)  R$ 370 milhões (160.424321milhões de euros) em licenciamento de software.

Aquando da sua participação no FISL 10 (10º Fórum Internacional Software Livre, em 2009) Lula da Silva explicou que a decisão foi difícil e não foi unânime. “Houve uma tensão imensa entre aqueles que defendiam a adopção no Brasil do software livre e aqueles que achavam que nós deveríamos fazer a mesmice de sempre, ficar do mesmo jeito, comprando e pagando a inteligência dos outros.”

Tal como acontece em Portugal e em muitos outros países, o Brasil também tinha despesas supérfluas com licenciamento de software, despesas que facilmente podiam ser (e foram) evitadas adoptando soluções livres. “Porque nós tínhamos que escolher: ou nós íamos para cozinha preparar o prato que nós queríamos comer, com os temperos que nós queríamos colocar e dar um gosto brasileiro na comida, ou nós iríamos comer aquilo que a Microsoft queria vender para a gente”, afirmou Lula no FISL 10. A utilização de software livre e aberto por parte do estado não se traduz apenas no corte da despesa mas também permite que o software utilizado seja mais à medida das necessidades dos utilizadores.

No entanto não foi só na administração pública e nos organismos do governo que Lula da Silva optou pelo software livre. No Brasil, o software livre também tem sido uma importante ferramenta para a democratização do conhecimento. A prova disso é o Programa Brasileiro de Inclusão Digital, que inclui o Projecto Computador para Todos e o Programa um Computador por Aluno. Ambas as iniciativas usam apenas software livre nos equipamentos. Aliás na portaria referente ao Projecto Computador para Todos uma das exigências que são descritas na especificação das características mínimas dos programas é “software livre de código aberto, com permissão de uso, estudo, alteração, execução e distribuição”.

Computador para Todos é um projecto que tem como objectivo principal possibilitar que a população que não tem acesso ao computador possa adquirir um equipamento de qualidade e tenha direito a suporte (tanto para atendimento técnico para resolver problemas com software e hardware, como esclarecimentos sobre a utilização do computador). “São computadores de qualidade, produzidos por brasileiros, que, do ponto de vista da criatividade e da competitividade, não devem nada à ninguém”, afirma Lula.

O Programa um Computador por Aluno é uma iniciativa que visa distribuir computadores para os alunos da rede pública de ensino semelhante à iniciativa e-escolinhas, mas não utiliza o sistema operativo da Microsoft, o Windows. Até o final de 2010, o Ministério da Educação brasileiro deverá entregar 150 mil computadores em 300 escolas públicas.

Numa altura em que o governo português está em contenção orçamental em vez de pedir aos portugueses que façam sacrifícios, podia inspirar-se nos bons exemplos de Lula da Silva e cortar na despesa trocando licenciamento de software proprietário por software livre a custo zero com suporte dado por portugueses.

Microsoft: Primeira loja poderá abrir esta semana em Scottsdale

Na semana passada Steve Ballmer anunciou que a Microsoft vai “abrir algumas lojas”, sem referir quando. No entanto, na sexta-feira, a Reuters avançou com a informação que a primeira loja da multinacional deverá abrir ainda esta semana, de modo a coincidir com o lançamento oficial do Windows 7.

A Microsoft deverá abrir a primeira loja física no Fashion Square Mall em Scottsdale, Arizona. Apesar da Microsoft não ter confirmado, a agência noticiosa afirma que o suposto local já está preparado para a abertura e que “uma espreitadela através de uma porta aberta revela luzes e prateleiras, tudo pronto para os clientes, e um grande ecrã plano nas paredes”. Provavelmente também realizarão lá uma launch party do Windows 7, aliás a única onde as pessoas poderão levar uma cópia do sistema operativo da Microsoft para casa (se pagarem).

Esta nova aposta da Microsoft parece ter surgido com o intuito de competir com a Apple, que já tem uma cadeia de lojas da marca há vários anos. Em Julho, o COO da Microsoft disse que a empresa iria abrir lojas “mesmo ao lado” das lojas da Apple, no entanto a Apple Store mais próxima de Scottsdale é a quilómetros de distância, em Phoenix.

Sinceramente fiquei surpreendida com esta notícia, pois desconfio que esta não será a primeira loja da multinacional. Aliás, em Portugal parece-me só haver lojas da Microsoft, porque é praticamente impossível comprar um portátil sem Windows por cá.

Windows 7 Launch Party

Já falta pouco para o lançamento do Windows 7 e para marcar a ocasião a Microsoft propôs que os seus utilizadores organizassem uma Launch Party, entre os dias 22 e 29 de Outubro. Alguns utilizadores, de 12 países (Alemanha, Australia, Canadá, China – Hong Kong, Espanha, EUA, França, Itália, Japão, México, Reino Unido e India), foram selecionados para receber uma cópia do Windows 7 Ultimate assinada por Bill Gates e um “party pack”, que provavelmente contém as decorações essenciais para uma boa festa como balões e guardanapos temáticos. Os anfitriões da festa têm ainda a possibilidade de ganhar um computador no valor de 750 dólares.

Assim, prometendo brindes e ofertas, a Microsoft tenta criar o espírito de comunidade presente  em vários projectos de software livre. No entanto qualquer Launch Party que façam para o Windows 7 será extremamente infeliz pois os anfitriões não poderão partilhar o Windows 7 com os convidados e estes terão de experimenta-lo à vez, o que quebrará com certeza o mood.

A Microsoft pede para que faça a sua Launch Party, mesmo que não seja um anfitrião oficial (sem o espetacular “party pack” e o Windows 7 Ultimate). Sem a nova versão do sistema operativo será complicado fazer uma Launch Party, mas depois poderemos ver as fotos e vídeos publicados no site do evento.