Ontem assinalou-se o 65º aniversário da libertação de Auschwitz-Birkenau, o maior campo de concentração do Terceiro Reich. O antigo campo de extermínio nazi mantém-se até hoje como o maior símbolo do Holocausto.
Foi dia 27 de Janeiro de 1945 que 7.000 pessoas que eram mantidas em cativeiro e sujeitas a trabalho forçado foram libertadas. Entre 1939 e 1945, durante a II Guerra Mundial, estima-se que tenham sido mortos mais de seis milhões de judeus. No entanto quero lembrar que os judeus não foram as únicas vitimas da perseguição Nazi. Os homossexuais também foram fortemente perseguidos antes, durante e até depois da II Guerra Mundial.
Mas o que choca é que, quando a II Guerra Mundial acabou, muitos dos homossexuais presos pelo regime Nazi não foram libertados. Os Aliados, que ficaram tão chocados com a crueldade dos Nazis para com os seus prisioneiros, não consideravam os homossexuais como vítimas do Holocausto, por isso estes foram obrigados a cumprir pena por se considerar serem "criminosos sexuais".
É importante lembrar o Holocausto para que um horror destes não volte a acontecer. No entanto poucas vezes é lembrado o sofrimento dos homossexuais durante este período negro da história, sofrimento que para eles não acabou no dia em que o Exercito Vermelho libertou os prisioneiros de Auschwitz.

No dia 15 de Maio de 1906 nasceu, na freguesia da Brogueira (Torres Novas), Humberto da Silva Delgado, um militar da Força Aérea Portuguesa que protagonizou o principal movimento de tentativa de derrubar a ditadura de Salazar, através de eleições. Devido a irregularidades no processo eleitoral Humberto Delgado perdeu para o candidato do regime ditatorial, Américo Tomás.

