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Vacas na Praça de Espanha para promover o turismo nos Açores

vacaPor estes dias nove vacas encontram-se a pastar na Praça de Espanha, no centro de Lisboa, com o intuito de promover o turismo nos Açores. No entanto esta campanha publicitária está a levantar polémica.

Várias associações de defesa dos direitos do animais já se manifestaram alegando que os animais “estão sujeitos ao mau tempo”. Segundo sei, as vacas açorianas não andam de guarda-chuva e sobretudo, no entanto,  para que o bem-estar dos animais que estão na Praça de Espanha seja garantido,  dois polícias municipais, dois tratadores e um veterinário estão a fazer-lhes companhia.

Para além das vacas, até dia 25 de Janeiro, outras quatro praças de Lisboa encontram-se decoradas com elementos alusivos ao arquipélago dos Açores: no Saldanha está uma baleia a mergulhar, nos Restauradores há um campo de golfe e a Praça de Entrecampos tem hortenses/novelos.

Turismo na favela

Favela da Rocinha

Com o Pão de Açúcar, o Cristo Rei e cerca de 250Km de praias é difícil acreditar que existem pessoas que preferem pagar para ver a miséria e a criminalidade do Rio de Janeiro.

Na realidade as visitas turísticas às favela são dos roteiros mais procurados nas agências de viagens brasileiras, provavelmente porque os turistas têm curiosidade de saber se a realidade é mesmo como aparece nos meios de comunicação social.

A agência de turismo Private Tours, uma agência que organiza este género de roteiros pelas favelas, pode vir a perder a sua licença depois do jornal Folha de São Paulo ter publicado uma peça sobre as experiências que as agências proporcionam aos turistas nas favelas. Um jornalista, disfarçado de turista, participou numa dessas visitas que incluiu uma ida às “bocas de fumo”, os famosos pontos de venda de droga das favelas. Os turistas percorrem as ruas estreitas do morro, contactam com os traficantes, que lhes contam historias sobre o tempo que passaram na prisão e descrevem o seu estilo de vida, e tiram-lhes fotografias (com as caras tapadas e metralhadoras em punho).

A polícia do Rio de Janeiro iniciou uma investigação para apurar o alegado envolvimento desta agência com o narcotráfico. É acusada de apoiar o tráfico e de por em risco a vida de terceiros.

Mas a Private Tours não é a única agência a promover visitas turísticas deste género. Favelas como  Cidade de Deus, Rocinha, Complexo do Alemão e Mangueira estão na rota turística de muitas agências.

O turismo na favela da Rocinha, a maior da América Latina (cerca de 180.000 habitantes) ,existe há cerca de 10 anos. A agência Jeep Tour organiza um passeio, num tanque de guerra, com guias vestidos ao estilo Indiana Jones, que incide principalmente na vida da comunidade daquela favela. Visitam as escolas, as casa dos moradores e a Escola de Samba Académicos da Rocinha.

No entanto desde 1992 a Rocinha não é classificada como favela, mas sim como bairro, e os turistas quando lá chegam não se deparam com tiroteios e com miséria extrema, como noutras favelas.  É claro que encontram barracas mas também ginásios, estações dos correios, restaurantes, centros de saúde, bancos, supermercados , carreiras de autocarros e têm até um teatro.