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3ª Edição do Sapo Codebits

A 3ª edição do Sapo Codebits conseguiu juntar na Cordoaria Nacional, em Lisboa, 650 programadores e entusiastas da tecnologia e web, dos quais 50 eram mulheres. O ponto alto do evento foi o extenuante concurso de programação 24 horas, mas durante os três dias do evento também houve tempo para apresentações, workshops, um concerto e muita pizza.

Das apresentações destaco a apresentação de Brian Suda “Optional is required”, que visava inspirar os participantes e recomendava que estes explorassem a sua criatividade, a apresentação de Mitch Altman “The Hackerspace Movement” e a apresentação da Paula Valença “Enigma, the mother of modern cryptography”. Na apresentação da Paula Valença foi mostrada uma réplica de uma Enigma Machine que a Paula esteve a montar durante o Codebits.

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Um dos espaços mais concorridos do Codebits foi o Hackerspace de Mitch Altman, onde os participantes do Codebits podiam comprar “project kits” para montar e aprender a soldar. Provavelmente o kit mais requisitado foi o famoso TV-B-Gone, que chegou mesmo a esgotar no final do evento. Eu preferi montar o MiniPOV3 e o Trippy RGB Waves project.

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O momento musical do evento esteve a cargo dos Pornophonique. Infelizmente teve uma audiência reduzida e pouco participativa devido ao workshop de Lockpicking que estava a decorrer em simultâneo na outra ponta do edifício. No entanto os poucos que estavam a gostar do concerto fizeram com que a banda voltasse ao palco várias vezes, tendo inclusive de repetir uma música. Para além dos originais, tocaram também uma música dos AC/DC, o “Baby One More Time” da Britney Spears, “Music” da Madonna e uma cover de Slayer. É de realçar também que o artwork da banda era fabuloso.

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No último dia subiram ao palco os leaders dos 74 projectos, realizados durante as 24 horas anteriores, para os apresentar em 90 segundos. Nos anos anteriores, e embora houvesse votação do público, os vencedores eram escolhidos por um júri, no entanto este ano a votação com mais peso foi a votação do público. Na minha opinião este sistema de votação poderá não ser o ideal para um concurso deste género pois o que pesa mais na hora de votar são as amizades e a “piada” que um ou outro projecto tem e não a sua qualidade e potencial para se tornar num produto/serviço. Também o entusiasmo para votar foi decrescendo à medida que as apresentações iam sendo feitas, porque os participantes já estavam demasiado cansados. A verdade é que muitos não conseguiram aguentar o cansaço e dormiam como e onde podiam.

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O grande vencedor acabou por ser o projecto “Supond”, um Lifestream com uma interface parecida com o Apple Time Machine. Entre os vencedores está também o Playsketch (uma aplicações de jogos criados a partir de desenhos), o Math4Kids (uma aplicação de jogos didácticos de matemática) e o Truz-Truz (um sistema de passwords sonoras). Confesso que estes três eram os meu preferidos, juntamente com o “Sinestesia”, que infelizmente não arrecadou nenhum prémio.

Para além dos prémios (portáteis MacBook Pro, consolas Xbox, telemóveis HTC, leitores de música iPod Nano, Arduinos, placas de banda larga e até puffs) os vencedores do concurso de programação 24 horas receberão apoio financeiro e acompanhamento técnico, de forma a tentar colocar os seus projectos no mercado.

Os vencedores do Codebits por ordem alfabética:
– Cyclops
– Cython protobuf generator
– Math4Kids
– Playsketch
– Supond – Apple Time Machine-like Interface for Your Lifestream
– TV Movies
– Time-based OTPs
– Truz-Truz
– Verbatim Quiz!
– Widgetiz

Para mais fotos do Codebits clique aqui.

Barcamp PT – Primavera 09

Decorreu, no último fim de semana, a quarta edição do Barcamp PT, no Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra. O evento de cariz informal, juntou várias pessoas interessadas em discutir temas relacionados com a tecnologia.

Os Barcamps são um tipo de conferência aberta, informal, nos quais as apresentações e workshops são feitos pelos próprios participantes, sendo assim uma espécie de não conferência. Surgiram como alternativa ao Foo Camp, um evento que funciona da mesma maneira, organizado pela O’Reilly, mas que difere pelo facto de não ser de livre acesso.

As apresentações do Barcamp PT Primavera 09 focaram temas muito diversos: Demoscene,  Transparência na Administração Pública, Software Livre, Start Ups, Web Design e mais. Para além das apresentações houve também espaço para o convívio, o debate e até jogos de tabuleiro.

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Google Chrome: Lançada ontem a primeira versão do browser

Foi lançado ontem, em mais de cem países, o primeiro browser Google, a maior empresa americana no mercado. A versão experimental do Google Chrome está disponível em 43 idiomas, entre estes o Português, e tem como objectivo melhorar a experiência dos utilizadores da web. Rapidez, simplicidade e sofisticação são algumas das características que a Google promete.

O Chrome foi anunciado na segunda-feira, no blog oficial do Google, e foi apresentada uma banda desenhada com 38 páginas a explicar o projecto e a ambição dos autores. A versão para Windows, do novo browser está disponível para ser descarregada gratuitamente desde as 15:00 do dia 2 de Setembro (20:00 hora portuguesa). A Google estará ainda a preparar as versões Mac e Linux.

Open Source

A Reuters deu a notícia do lançamento do Chrome com um título algo ambíguo, que acabou por ser alterado – Google browser takes advantage of Apple software – implicando que o Chrome deve muito ao browser da Apple, o Safari, no entanto isto não corresponde totalmente à realidade. O Chrome utiliza o motor de apresentação do Safari, uma evolução do projecto KHTML, que se chama WebKit, mas diferencia-se deste e dos outros browsers pela sua interface e pelo seu motor Javascript V8, desenvolvido e integrado no WebKit pela Google. O Google Chrome é um projecto open source sobre uma licença extremamente permissiva, assim como o próprio WebKit.

«O Google Chrome foi construído em cima de projectos open source que têm trazido importantes contributos para a tecnologia e que têm estimulado a competitividade e a inovação» anunciou Sundar Pichai, responsável pela gestão de produtos da Google Inc, numa conferência de imprensa na sede da empresa em Mountain View, Califórnia. O facto do projecto ter o código fonte aberto permite que este seja modificado e reutilizado por todos proporcionando, consequentemente, um mais rápido desenvolvimento.

Mozilla Firefox

A Google é a principal financiadora da Mozilla Corporation, sendo a fonte de cerca de 85% do capital, através de um acordo que envolve o browser Firefox e as predefinições do motor de busca. Com o lançamento do Google Chrome, poderia-se pensar que a Google abandonaria esta parceria mas, a Google e a Mozilla renovaram o seu acordo financeiro até 2011, acordo que estava previsto expirar em Novembro. Sergey Brin, co-fundador da Google, revelou que a Google planeia continuar a trabalhar em parceria com a Mozilla e que espera que as versões futuras do Chrome e do Firefox fiquem ainda mais próximas. “Desejo que, com o tempo, tenhamos cada vez mais unidade” acrescentou.

O Chrome aproveitou algumas das ideias do Firefox, que também é um projecto open source, ou seja, como afirmou Sundar Pichai “pedimos emprestadas as boas ideias dos outros”. Algumas features, como o método de fazer bookmark a uma página e de salvar a password, funcionam como no Firefox.

Simples, eficiente, seguro e rápido

O que mais surpreende no Chrome é que cada uma das tabs é autónoma, o que permite que, sempre que uma bloquear ou não responder, todas as outras continuarão activas. A intenção da Google é “tornar a navegação na Internet mais rápida, segura, prática e a funcionar melhor com as aplicações mais complexas da Net, existentes actualmente” e o facto das tabs serem autónomas possibilita que os utilizadores continuem a trabalhar sem terem de reiniciar o browser e interromperem processos importantes.

A autonomia das tabs também é visível no próprio design do browser, pois as tabs, contrariamente ao que acontece nos outros browsers, estão no topo do browser. Cada tab tem a sua própria barra de endereços, botão de bookmarks, botão de search, etc.

Os primeiros testes com o Chrome, revelam que o browser é consideravelmente mais rápido que os rivais. Segundo Brian Rakowski, gestor de produtos do projecto Google Chrome, “As pessoas passam mais tempo no browser do que no próprio carro” e por isso havia necessidade de criar um novo browser mais rápido e que impulsione uma maior competição no mercado. Graças ao motor JavaScript V8 as aplicações no Google Chrome são mais rápidas, mesmo com processos mais pesados, devido à autonomia das tabs.

Quando o utilizador abre um nova tab, em vez de encontrar uma página em branco, tem uma página que inclui informação sobre os seus sites mais visitados, os seus bookmarks e as suas pesquisas mais recentes. No entanto o resto da janela do browser é extremamente minimalista, pois não tem muitos dos menus típicos dos restantes browsers, e muito poucos ícones na toolbar. Portanto quase todo o espaço do ecrã é utilizado para apresentar a própria página.

A partir dos hábitos do utilizador o Google Chrome conseguirá auto-completar o link sem ser preciso o escrever na totalidade e a Google promete que vai impressionar o utilizador com a precisão com a qual o browser adivinhará que link o utilizador deseja. A esta feature acrescenta-se o facto da raiz do link aparecer destacada.

Fazer o download de ficheiros também é muito fácil com o Google Chrome. Surge um botão no canto inferior esquerdo do browser e para abrir o ficheiro basta clicar nesse mesmo botão, não existindo uma janela de downloads e tornando o acesso ao ficheiro extremamente simples.

Screenshots do Google Chrome aqui.

Críticas

Apesar das grandes inovações que o Chrome apresenta, o novo browser recebeu algumas críticas de alguns colunistas de tecnologia norte-americanos. Walter Mossberg, do “Wall Street Journal”, escreveu que, apesar de ser um browser inteligente e inovador, o Chrome é “grosseiro”. O jornalista do “USA Today”, Edward C. Baig, afirmou que o Chrome é cool, mas acrescenta que “exige habituação na utilização e precisa de ser polido aqui e acolá”. No “New York Times” o jornalist David Pogue escreveu que o Chrome “é extremamente minimalista”, pois não tem propriamente uma barra de status, de menus e apenas uma barra para os bookmarks.